terça-feira, 25 de dezembro de 2012
As 15 melhores músicas de 2012
Sim, mais uma vez fiz uma mixtape com as músicas mais bacanas desse ano. Escuta ai e boa viagem. Espero que gostem!:)
Os melhores discos de 2012
1. Swans – The Seer (Young God)
Mesmo
com a participação de Karen O, do Yeah Yeah Yeahs, o The Seer, do Swans, é uma
das coisas mais desafiadoras que ouvi na vida. No entanto compensa, e é um dos discos
mais animais (sem trocadilho com a capa rs) que já ouvi. Com 2 horas de
duração, é um álbum livre de fórmulas, quase um transe musical apocalíptico,
inesperado, porém belo. Parabéns Michael Gira, fico feliz de ainda existir
gênios para fazer música provocadora como você.
Ouça: Lunacy
O
Torche conseguiu uma proeza: inovar em uma sonoridade tão fechada e
estabelecida como o stoner/sludge. Harmonicraf é o álbum pesado mais pop que já
ouvi, com músicas e refrões que grudam na cabeça. Para os tr00s, isso é um
pecado. Para quem gosta de música, isso é uma grande vitória.
Ouça:
Skin Moth
Suécia
sempre na liderança na barulheira, e o Martyrdöd é mais uma prova disso. Na
base, o som é um crust/d-beat lindo maravilhoso que só os suecos sabem fazer,
mas tem mais que isso: umas levadas black metal, uns riffs muito complexos para
o estilo, e um dos vocais mais malditos que ouvi na vida (e olha que nessa
parte sou calejado para atestar isso).
Ouça: Överkom Er Rädsla
Como
fã, tento evangelizar o High on Fire para meus amigos e minha definição para o
grupo é: um caldeirão de som que mescla Black Sabbath, Venom e Motörhead. Mas no
De Vermis Mysteriis, o sr. Matt Pike foi mais longe que isso, e deixou tudo mais
extremo, soando mais pesado do que nunca, graças a produção de Kurt Ballou
(Converge), o novo midas do barulheira. Tem thrash metal, com pegada de dois
bumbos, tem doom, a lá Sleep, e outras muitas referências.
Ouça:
Spiritual Rites
Ponto
para o Turbonegro por terem achado um vocalista a altura para substituir o Hank.
Claro, os fãs antigos vão reclamar, vão falar que ele é insubstituível, mas
gostei do Tony, e o disco Sexual Harassment é uma prova que não houve dano no
grupo. São 10 músicas no álbum, e todas são ótimas. Do punk rock sujo ao sleazy
rock, o Turbonegro conseguiu fazer 10 clássicos. Oficialmente, é o disco que
mais ouvi em 2012, de tanto foi o vício.
Ouça:
Shake Your Shit Machine
Jaime
Meline voltou, e isso é o que importa. Demorou cinco anos para o rapper e
produtor lançar algo à altura de I'll Sleep When You're Dead, mas conseguiu
realizar a missão com louvor. Com rimas caóticas e uma produção incrível, com
muita influência de música eletrônica, El Producto é contemporâneo, fazendo rap
“fora da caixa”, se dá pra definir isso.
Ouça:
Drones Over BKLYN
Bom,
essa é a escolha óbvia, vocês devem estar vendo em tudo quanto é lista de fim
do ano, mas a voz do povo é unanime, e o Yellow & Green é realmente um discão.
A maturidade que o Baroness encontrou em seu som realmente impressiona. Vai do
pesadelo sludge, passa pelo post-punk (?) ao acústico, uma verdadeira viagem
criativa. Vale a pena ouvir. Só não chamem de Radiohead do metal, como vi
algumas definições (preguiçosas, por sinal) por aí.
Ouça:
Little Things
Mais
uma obra do Frank Zappa do heavy metal, Devin Townsend. Sim, é épico, como diz
o título. Também é exagerado, grandioso, quase kitsh. Mas isso faz parte de
tudo o que é bom no disco também. Mas não fique achando que o álbum inteiro é
só coro de vozes e orquestras: o disco é pesadíssimo também, com riffs
sensacionais que só o Devin sabe fazer.
Ouça:
True North
Quando
ouvi a primeira vez esse disco pensei em uma definição para o Blues Funeral: um
deserto elétrico. Sei que parece doido, mas é um som que passa pelas nuances do
blues com clima desértico e bucólico, ao eletrônico decadente emanando de algum
strip clube próximo ao deserto. É o disco mais introspectivo do Lanegan, mas
solitário, mas em compensação é um dos seus melhores, praticamente nascendo um
clássico.
Ouça: Bleeding Muddy Water
Em
minha opinião, este é o disco mais pesado do Meshuggah desde o Destroy Erase
Improve. Álbum direto ao ponto, pesado, com aquela quebradeira de sempre que se
ouve com o grupo. Outra diferença: o grupo está mais orgânico, menos pro-“toolzado”,
inclusive se ouve a diferença com o vocal do Jens Kidman. Depois de 7 discos, o
Meshuggah conseguiu lançar mais um clássico em sua carreira.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Os melhores discos de 2012 de acordo com o jornalista Denis Moreira
Lista do jornalista Denis Moreira.
1. Bob Mould - Silver Age (Merge Records)
Pouca
gente presta atenção nos discos solo de Bob Mould, que já foi do acústico ao
eletrônico, sempre com as melodias redondíssimas que se tornaram sua marca
registrada desde os tempos de Hüsker Dü. E isso é um pecado. Desta vez, porém,
não teve jeito: com músicas ainda mais chicletes (no melhor sentido possível) e
as levadas pop-guitar-indie que sabe fazer tão bem, a crítica e o público
reconheceram este disco como um dos melhores do ano. Com toda justiça.
Ouça:
The Descent
2. Van Halen - A
Different Kind of Truth (Interscope Records)
Sempre
desconfio quando uma banda retoma sua formação original. Se os integrantes não
se suportavam a ponto de cada um seguir sua vida, por que a coisa fluiria bem
quando todo mundo já está mais velho, rico e acomodado nos louros da fama? Mas
o Van Halen calou a minha boca. Com o apoio do excelente (mesmo!) baixista
Wolfgang Van Halen, filho de Eddie, os tiozinhos voltaram arrepiando geral. Um
disco para fazer a nova geração do rock chorar de vergonha no cantinho.
Ouça:
China Town
3. Jack White - Blunderbuss (Third Man Records)
Nunca curti White Stripes. No
entanto, só um idiota não reconheceria que Jack White tem as manhas, como viria
a mostrar com mais clareza no Racounters e nos dois excelentes CDs do Dead
Weather. Em seu primeiro disco solo, o rapaz mostrou que dá para fazer rock
"tradicional" e fincado no blues sem soar repetitivo ou cheio de
clichês. Sem dúvida, ele é um dos grandes talentos da música surgidos nos anos
00.
Ouça: I'm Shakin'
4. Slash - Apocalyptic Love (Dik Hayd International)
Os
dois discos irregulares do Slash's Snakepit sempre deixaram uma pulga atrás na
orelha sobre as qualidades de Slash como compositor, já que no Guns N'Roses e
no Velvet Revolver ele estava cercado de gente reconhecidamente competente
neste quesito. Esta dúvida acabou em Apocalypse
Love, que reúne hard rock, baladas e rocks moderninhos a la Aerosmith com
refrões ganchudos e instrumental muito bem construído. No More Heroes e Anastasia são
aulas de como fazer rock acessível sem ser bunda-mole.
Ouça:
One Last Thrill
5. Rush
- Clockwork Angels (Anthem Records)
O
mais recente disco do Rush colocou luz sobre um aspecto que, muitas vezes, fica
em segundo plano por causa da excelência de Geddy Lee, Neil Peart e Alex
Lifeson como instrumentistas. Sim, eles sabem fazer música direta, boas
melodias e, principalmente, rock pra agitar. Clockwork Angels equilibra muito bem o virtuosismo e o lado emocional
das composições, com uma dose extra muito bem-vinda de peso. Mais um discão de
uma banda veterana num ano em que os velhinhos botaram pra f***.
Ouça:
Headlong Flight
6. The
Hives - Lex Hives (Disque Hives)
Eu
costumava classificar o Hives como uma típica "banda de coletânea",
ou seja, aquelas que botam só duas ou três músicas boas em cada disco. Não é o
caso de Lex Hives. Os suecos se reinventaram buscando ainda mais referências no
rock clássico e, como resultado, lançaram um disco de festa que dá para rolar
inteirinho sem esvaziar a pista de dança. Talvez os indies roots vão achar
muito barulhento ou tosco, mas danem-se eles!
Ouça:
Wait a Minute
7. Linkin
Park - Living Things (Warner Bros. Records)
O
Linkin Park fugiu da fórmula new metal-pop-chatonilda do início da carreira
lançando discos mais experimentais, com um pé bem fincado no eletrônico e quase
sem guitarras. Agora, eles retomaram o lado mais pesadão sem esquecer das novas
influências, fazendo um trabalho que reúne o melhor de todos os mundos: é
viajante sem ser chato, tem peso e não é bobalhão com o Limp Bizkit, traz levadas
de hip hop mais criativas que a média. Ouça sem preconceitos e perceba que eles
mudaram muito - e para melhor.
Ouça: Lost in the Echo
8. Soundgarden
- King Animal (Republic Records)
Muita
gente reclamou que o disco novo do Soundgarden não tem a mesma pegada
sabbathiana dos primórdios, mas a banda já vinha se mostrando mais
diversificada em trabalhos posteriores. Em King
Animal, a banda realmente pegou menos pesado, mas mostra que é possível
envelhecer sem parar no tempo nem deixar de ser rock and roll. Aqui, o lance é
mais Jimmy Page do que Tony Iommi: na excelente A Thousand Days Before, eles chegam a misturar Zeppelin com música
indiana e baião (!).
Ouça:
Rowing
9. Garbage - Not
Your Kind of People (STUNVOLUME)
Não
há dúvida de que 2012 foi o ano dos velhinhos: até o Rolling Stones lançou uma
ótima música nova, Doom and Gloom. O
Garbage é mais um exemplo disso. Eles voltaram de um longo hiato para mostrar a
bandas como Metric e Crystal Castles como se mistura rock com eletrônico e pop.
Not Your Kind of People tem a mesma
sonoridade pop-rock-eletrônica dos anos 90, mas sem soar datado. E ainda traz
uma novidade aqui outra acolá, como a levada reggae de Blood for Puppies e o peso de Man
on a Wire.
Ouça: Man on a Wire
10. Black Country Communion - Afterglow ( J&R Adventures)
Dizem
que esta história de supergrupo nunca dá certo, mas eu discordo: para cada
SuperHeavy, existem ótimas bandas como Velvet Revolver, Chickenfoot e
Audioslave. O Black Country Communion também é bom pra caramba. Talvez a banda
mais Led Zeppelin surgida desde o "dirigível de chumbo", o BCC lançou
três discos com tudo aquilo que se convencionou chamar de rock clássico:
virtuosismo, vocais gritados a cargo de Glenn Hughes, trechos progressivos,
influências de blues. Apenas ouça.
Ouça:
Cry Freedom
sábado, 22 de dezembro de 2012
Discos imperdíveis de 2012
2012 foi um ano do caralho para a música, perdão ser tão
grosseiramente simples assim, mas foi. Saiu muita coisa boa em todos os
gêneros, e foi difícil acompanhar tudo o que saiu. Lembrando que esse não é um ‘melhores discos do ano’ (sim, sou chato e ainda faço essas coisas), e sim os plays mais
bacanas que ouvi em 2012. Clique no link, vá atrás e pire em alto e bom
volume.
domingo, 28 de outubro de 2012
Definição simples: curte rap/hip-hop dos anos 90? Ouve essa mixtape
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
+ Mixtape
Stoner Rock, hard rock, space rock, chamem do rótulo que quiser, mas só tem banda boa nessa mixtape. Se quiser ouvir a primeira parte, clique aqui.
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